Pular corda é uma atividade física bastante conhecida no mundo, seja em forma de brincadeiras de criança, nas brincadeiras de rua, ou nos exercícios de preparo e condicionamento físico de atletas. Porém, até a década de 60, nínguem havia pensado em tornar esta prática um esporte. As duas mais importantes manifestações nessa direção ocorreram no final da década de 60 e no início da década de 70, com a fundamentação do rope skipping e da modalidade double dutch. Salientamos que, embora o double dutch seja uma das modalidades integrantes do rope skipping, em diversos momentos da história, percorreu caminhos distintos, principalmente nos EUA.
Em 1969, o norte-americano Richard Cendali, nesste tempo jogador de futebol americano, ao cumprir parte de seu treinamento em que deveria pular corda por um longo período de tempo - o que considerava monótono e cansativo, começou a inventar novas maneiras de tornar seus treinos mais agradáveis, explorando diferentes manejos para brincar e saltar com a corda.
Sendo professor de Educação Física em uma escola infantil, Cendali decidiu ensaiar suas idéias nas aulas de Educação Física Escolar aplicando-as com seus alunos, os quais gostaram tanto que ajudaram-no a criar outros novos saltos e truques, usando cordas grandes e pequenas.
Com os estimulantes resultados obtidos, Cendali investiu na formação de um grupo para realizar apresentações em seu próprio país e pelo mundo afora. Três anos mais tarde, estava fundado o primeiro grupo de Rope Skipping, chamado Skip Its, que permanece até hoje com a mesma denominação e alguns de seus primeiros integrantes.
Nas décadas de 40 e 50 uma brincadeira trazida pelos imigrantes holandeses da época, que pulavam corda cantando em sua própria língua, estava sendo bastante difundida nos EUA. Denominada double duth de forma satírica pelos americanos - dutch significa holandês e double faz referência a duas línguas na boca, já que as canções soavam engraçadas pelas variações fonéticas dos idiomas. A brincadeira consistia em pular cordas grandes, as quais utilizadas aos pares e batidas alternadamente por duas pessoas defrontando-se, enquanto uma terceira pulava. Foi um passatempo assimilado e jogado basicamente por meninas negras e pobres dos EUA, que só podiam brincar por que não precisavam de tantos recursos e espaço. Brincavam na rua, em frente às suas casas, com apenas um pedaço de corda.
O double dutch, de uma atividade física orientada para o lazer, foi pesquisado e sistematizado por professores de Educação Física em conjunto com os oficiais de polícia, dando início ao processo de esportivização desta prática a partir de 1973, desenvolvendo-o para o modelo que conhecemos hoje. Neste mesmo ano, foi fundada a American Double Dutch League - ADDL (Liga Americana de Double Dutch), uma liga formada exclusivamente por negros, que divulga somente a prática da modalidade Double Dutch.
Material retirado do site Confederação Brasileira de Rope Skipping - Pular Corda: http://www.brasilquepula.com.br/

muito boa a pesquisa me ajudou Bastante
ResponderExcluirTambém me ajudou bastanteeee
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